sexta-feira, 8 de junho de 2012

Um pouco sobre os gambás

Nesta postagem falaremos daqueles pequenos animais, talvez não tão conhecidos pelo público jovem, mas que, com certeza, já foi personagem de histórias contadas por nossos avós, principalmente por aqueles que moraram ou que ainda moram na zona rural. Muitos usavam o termo mucura (Amazônia e Brasil meridional), sarigué, sariguê, saruê ou sarigueia (Bahia), timbu ou cassaco (Pernambuco ao Ceará) e micurê (Mato Grosso), mas, coloquialismo aparte, todos esses nomes revelam um só: o famoso e velho gambá.
O gambá é um mamífero marsupial, e os animais desta classe atualmente são encontrados no continente americano e na região australiana. Entre as Américas, a América do Sul concentra o maior número de espécies, muitas podem também ser vistas na América Central, mas apenas uma espécie ocorre na América do Norte, o gambá-da-Virgínia (Didelphis virginianus). Na região australiana, a maioria das espécies reside na Austrália e Nova Guiné, mas algumas são encontradas nas ilhas Molucas, Sulawesi e ilhas adjacentes.
Os marsupiais estão presentes nos mais variados tipos de habitats, das florestas tropicais úmidas da América do Sul aos desertos australianos.
Os marsupiais exibem vasta formação de comportamentos em conseqüências de sua evolução para preencher a variedade de nichos ecológicos presentes nos continentes americano e australiano. Sendo assim, uma generalização de seus hábitos se torna difícil. Marsupiais podem ser arbóreos, terrestres, fossoriais e ao menos algumas espécies são semi-aquáticas. Quanto aos padrões de locomoção, podem incluir: andar, escalar, cavar, correr ou nadar.
Os marsupiais não desenvolveram o processo do vôo, entretanto, uma espécie é planadora. Quanto ao padrão de atividades, também existe variedade, podendo ser diurnos, noturnos ou crepusculares. Algumas espécies hibernam, mas muitas permanecem ativas o ano inteiro. Alguns são sociais, enquanto outros são solitários.
Os hábitos alimentares são também sortidos, podendo ser herbívoros, carnívoros, insetívoros, onívoros e nectarívoros.
Mas nesta postagem daremos ênfase ao gambá. O nome gambá tem origem na língua tupi-guarani - "guaambá"- que significa mama oca, uma referência a bolsa ventral (marsúpio) onde se ficam as mamas e os filhotes vivem durante o primeiro período de desenvolvimento. Uma das características principais desse animal é o odor fétido, produzido por um fluido nas glândulas axilares. Trata-se do sistema de defesa do gambá. Na fase do cio, a fêmea costuma exalar este odor para atrair os machos. Outra estratégia para escapar dos perigos é o comportamento de fingir-se de morto até que o atacante desista. Tem hábitos noturnos, mas, pode ser visto de dia também, no topo das árvores, principalmente dos coqueiros.
"Fingir-se de morto" é uma estratégia de defesa
um coiote faminto agarra um gambá do tamanho de um gato e dirige-se para os arbustos, com a presa flácida e aparentemente sem vida entre os dentes. Quando o coiote se acomoda, ele relaxa um instante a mordida. Imediatamente, o gambá se levanta e dispara para a árvore mais próxima, deixando o espantado coiote de boca vazia e faminto. O gambá é o único marsupial da América do Norte, e seu nome deriva da palavra indígena "apasum", que significa animal branco. Seu hábito de fingir-se de morto quando ameaçado é famoso. Com a aproximação do perigo, o gambá fica flácido, deixa a cabeça cair e abre a boca com a língua de fora.
Embora pareça morto e nem sequer estremeça quando gravemente mordido, o cérebro do gambá permanece em plena atividade, pronto para identificar uma chance de fuga. Como o animal alcança esse aparente bloqueio total dos sentidos é um mistério eterno para os zoólogos. Certamente, esta frieza sob pressão é impressionante e convincente, mas fingir-se de morto, como é conhecido esse comportamento, é uma estratégia arriscada.

Alguns gambás parecem mais macacos do que qualquer outro bicho. Este gambá lanudo vive nas florestas tropicais da América Central e do Norte da América do Sul. Como os macacos, possui olhos grandes e frontais que ajudam a determinar distâncias com precisão enquanto se movimenta pelos galhos. Tem cauda preênsil (para se segurar) como alguns macacos sul-americanos e alimenta-se de frutos e néctar. Após o nascimento, os bebês ficam presos às tetas dentro da bolsa. Crescidinhos, já saem da bolsa e trepam nas costas da mãe para um pequeno passeio.
Espero que tenham gostado dessa postagem.

2 comentários:

  1. Como posso intentificar se o gamba é macho ou femea??

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  2. Eu tenho um gambá em minha casa que reagatei quando a mãe foi atropelada. Eu o amo, mais as vezes sinto ele muito triste por estar vivendo em cativeiro. Gostaria de saber se tem algum lugar que eu possa entrar em contato que faça essa reintegração dele ao meio ambiente. Obrigado desde ja
    Tathiana Favero tathi.favero@gmail.com

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